Quieto
[MATILDA]
Será que somente eu penso
Que quando eu menciono uma cor
Tipo verde, não dá pra saber se essa cor
Pros demais é de fato a cor que imagino
Ao pensar nessa cor?
Ou se num voo cósmico
Tão rápido quanto a luz
Eu levar uma luz
A luz dessa luz vai fugir de mim
Tão veloz quanto a luz?
O que dá pra entender
O que eu quero dizer
Eu não sei, mas será que o meu cérebro é
Um pouquinho só fora do senso comum?
Respostas que eu ouço que não foram ditas
Histórias que chegam pra mim já escritas
E com todos querendo berrar como berram
O som aqui dentro aumenta demais
Só queria fazer meu pai, minha mãe
As histórias e a tela pararem de vez
Sinto muito, não sei se eu consigo explicar
Mas o som vira raiva que começa a queimar
E esse fogo que eu antes sabia conter
Se recusa a morrer
E as vozes berrando
Meu peito pulsando
Meus olhos queimando
E então, de vez, tudo parece ficar...
Quieto
É como um silêncio mais alto
Quando o mundo se aquieta
Como o som de um lápis riscando um papel
Ou o som de uma pipa no céu
Quieto
É como um silêncio mais alto
Quando a vida se aquieta
Como o som quando deito de pernas pro ar
Com o meu coração a pulsar
Vejo as pessoas em volta
Seus lábios se movem
E as frases que formam
Já não podem me alcançar
Tudo está quieto
E eu sinto então
Que entrei
No olho de um furacão
Será que somente eu penso
Que quando eu menciono uma cor
Tipo verde, não dá pra saber se essa cor
Pros demais é de fato a cor que imagino
Ao pensar nessa cor?
Ou se num voo cósmico
Tão rápido quanto a luz
Eu levar uma luz
A luz dessa luz vai fugir de mim
Tão veloz quanto a luz?
O que dá pra entender
O que eu quero dizer
Eu não sei, mas será que o meu cérebro é
Um pouquinho só fora do senso comum?
Respostas que eu ouço que não foram ditas
Histórias que chegam pra mim já escritas
E com todos querendo berrar como berram
O som aqui dentro aumenta demais
Só queria fazer meu pai, minha mãe
As histórias e a tela pararem de vez
Sinto muito, não sei se eu consigo explicar
Mas o som vira raiva que começa a queimar
E esse fogo que eu antes sabia conter
Se recusa a morrer
E as vozes berrando
Meu peito pulsando
Meus olhos queimando
E então, de vez, tudo parece ficar...
Quieto
É como um silêncio mais alto
Quando o mundo se aquieta
Como o som de um lápis riscando um papel
Ou o som de uma pipa no céu
Quieto
É como um silêncio mais alto
Quando a vida se aquieta
Como o som quando deito de pernas pro ar
Com o meu coração a pulsar
Vejo as pessoas em volta
Seus lábios se movem
E as frases que formam
Já não podem me alcançar
Tudo está quieto
E eu sinto então
Que entrei
No olho de um furacão