Desnorteado (em 2015)

Começa este estranho jogo e lanço um dado
Em que um faz de ladrão outro de advogado
Um impunha a cruz e outro o machado
É natural que eu me sinta desnorteado
No meio de tanta fruta podre, contagiado

Abro na página quarenta, só me sai placenta
É natural que eu me sente desnorteado
No meio de tanta fruta podre, contagiado
É natural que eu me sinta desnorteado
Traído, abandonado, mas nunca acabado

É natural que eu me sente desnorteado
No meio de tanta fruta podre, contagiado
É natural que eu te minta desnorteado