O Último Pulo de Grunigre
[TRIPULAÇÃO]
Grunigre era um gato de coragem singular
Feroz e sempre bruto com seu barco a navegar
Do rio Ganges a Xangai ia aterrorizar
Amava o seu título
[GRUNIGRE]
“Terror em Alto Mar "!
[TUGRE]
Sua aparência agressiva era bem hostil
[ALONSO]
Vestido em farrapos, não consegue ser sutil
[MONGESTRÁ]
A orelha mutilada, já saberão porquê
[TRIPULAÇÃO]
E apenas um dos olhos lhe restava para ver
Sua fama era péssima por entre os aldeões
Corriam para as casas e fechavam os portões
Já trancavam galinheiros, ficavam sem dormir
Quando alguém anunciava que:
[GRUNIGRE]
Grunigre vem aí!
[SINDOULEI]
Coitado do canário que o viu e voou
[MISTÓFOLIS]
Coitado do cachorro que um dia o enfrentou
[MONGESTRÁ]
Coitado é o rato que tentasse escapar
[TUGRE]
Coitado é o gato que Grunigre não gostar
[TRIPULAÇÃO]
Com gatos estrangeiros sua fúria era brutal
Com gatos do oriente era até mais bestial
Os Persas e Siameses ele sempre odiou
Pois foi um Siamês que a sua orelha arrancou
Em uma linda noite bem no meio do verão
A lua a brilhar em meio a escuridão
Iluminando as ondas numa noite especial
E Grunigre demonstrava o seu lado emocional
Bem na proa do navio, Grunigre e seu amor
[GRUNIGRE]
Eu estava extasiado com a bela Grelhaflor
A tripulação dormia, comecei a ser cortês
[SIAMESES]
Isso enquanto os Siameses os cercavam de uma vez
[GRELHAFLOR]
Grunigre dava atenção a apenas Grelhaflor
[GRUNIGRE]
E a minha voz barítona a causava um rubor
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
Já muito relaxados, sem surpresas a esperar
[SIAMESES]
Mas mil olhos bem azuis estavam a brilhar no mar
Já se aproximando com muita atenção
Cercando todo o barco em silêncio e discrição
Armados com um garfo e com faca de cortar
E cantaram um dueto com a morte a chegar
[GRUNIGRE]
Ah, mas como eu lembro de ir àquele bar
Todo a noite de sábado para beber
Qualquer briga ali tinha que acabar
Pois o dono, Seu Cruz, sempre quis resolver
Um belo lugar, que eu vou quando saio
Um belo lugar, mas era o papagaio
Chamado, chamado de Bico Mané
Que era a atração desse bar
Ah! Ele era a alma do bar!
Então Lívia Cabral, uma noite a tal
Garçonete nos viu e a ele pediu
Cantou “Bico, Bico Mané!
Vem cá pra, vem cá pra dançar no balcão!”
E Bico dançou no balcão
E Bico dançou no balcão
Muito emocionados, depois de assistir
Só mais uma cerveja nós fomos pedir
Lívia, era uma moça esperta e sagaz
Jamais fofocava ou falava demais
Se tivesse uma briga ou só discussão
Acalmava os ânimos com um pisão
Com seu punho podia a todos conter
Se estava cansado e queria beber
Se estava feliz com o copo na mão
Com o seu saca-rolhas batendo o balcão
Canta…
[GRELHAFLOR]
“Bico, Bico Mané!
Vem cá pra cantar a sua bela canção!”
E Bico cantava a sua canção
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
E Bico cantava a sua canção
Muito emocionados, depois de assistir
Só mais uma cerveja nós fomos pedir
[GRELHAFLOR & COMPANHIA]
Bico, Bico Mané
Vem cá pois queremos ouvi-lo tocar!
[GRUNIGRE]
E Bico então começava a tocar
E Bico então começava a tocar
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
Muito emocionados, depois de assistir
Só mais uma cerveja nós fomos pedir
[GRUNIGRE, GRELHAFLOR & COMPANHIA]
Bico, Bico Mané
Vem cá pois queremos ouvi-lo tocar!
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
Ah! Ele era a alma do bar!
[COMPANHIA]
Sim, ele era
[GRUNIGRE, GRELHAFLOR & COMPANHIA]
A alma do bar!
[CORICOPÁ, falado]
E Genghis deu o aviso ao fazer o seu sinal
Entrando pela proa aquela horda infernal
Entrando pela popa, tomaram o timão
Em seus barris trancaram toda a tripulação
(Cantado)
E Grelhaflor, bem assustada, um alto grito deu
Estranho é que bem rápido ela desapareceu
[GRUNIGRE]
Talvez ela pulou no mar e não se afogou
[SIAMESES]
Mas de um círculo de lâminas Grunigre se cercou
A tropa implacável quis logo avançar
[GRUNIGRE]
Grunigre pela prancha então foi obrigado a andar
[SIAMESES]
E quem já fez bem mais de cem vítimas no mar
Pra pagar pelos seus crimes, foi forçado a se afogar!
Foi muita alegria quando a história se espalhou
O povo pelas ruas das cidades celebrou
Ratos bem assados em um grande festival
E a festa foi enorme pelo mundo oriental!
[ASPARAGÓ]
As novas montagens não são nada mal
Mas eu sei que jamais vai ter algo igual
Ao momento mágico em que eu fui clássico
Grunigre era um gato de coragem singular
Feroz e sempre bruto com seu barco a navegar
Do rio Ganges a Xangai ia aterrorizar
Amava o seu título
[GRUNIGRE]
“Terror em Alto Mar "!
[TUGRE]
Sua aparência agressiva era bem hostil
[ALONSO]
Vestido em farrapos, não consegue ser sutil
[MONGESTRÁ]
A orelha mutilada, já saberão porquê
[TRIPULAÇÃO]
E apenas um dos olhos lhe restava para ver
Sua fama era péssima por entre os aldeões
Corriam para as casas e fechavam os portões
Já trancavam galinheiros, ficavam sem dormir
Quando alguém anunciava que:
[GRUNIGRE]
Grunigre vem aí!
[SINDOULEI]
Coitado do canário que o viu e voou
[MISTÓFOLIS]
Coitado do cachorro que um dia o enfrentou
[MONGESTRÁ]
Coitado é o rato que tentasse escapar
[TUGRE]
Coitado é o gato que Grunigre não gostar
[TRIPULAÇÃO]
Com gatos estrangeiros sua fúria era brutal
Com gatos do oriente era até mais bestial
Os Persas e Siameses ele sempre odiou
Pois foi um Siamês que a sua orelha arrancou
Em uma linda noite bem no meio do verão
A lua a brilhar em meio a escuridão
Iluminando as ondas numa noite especial
E Grunigre demonstrava o seu lado emocional
Bem na proa do navio, Grunigre e seu amor
[GRUNIGRE]
Eu estava extasiado com a bela Grelhaflor
A tripulação dormia, comecei a ser cortês
[SIAMESES]
Isso enquanto os Siameses os cercavam de uma vez
[GRELHAFLOR]
Grunigre dava atenção a apenas Grelhaflor
[GRUNIGRE]
E a minha voz barítona a causava um rubor
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
Já muito relaxados, sem surpresas a esperar
[SIAMESES]
Mas mil olhos bem azuis estavam a brilhar no mar
Já se aproximando com muita atenção
Cercando todo o barco em silêncio e discrição
Armados com um garfo e com faca de cortar
E cantaram um dueto com a morte a chegar
[GRUNIGRE]
Ah, mas como eu lembro de ir àquele bar
Todo a noite de sábado para beber
Qualquer briga ali tinha que acabar
Pois o dono, Seu Cruz, sempre quis resolver
Um belo lugar, que eu vou quando saio
Um belo lugar, mas era o papagaio
Chamado, chamado de Bico Mané
Que era a atração desse bar
Ah! Ele era a alma do bar!
Então Lívia Cabral, uma noite a tal
Garçonete nos viu e a ele pediu
Cantou “Bico, Bico Mané!
Vem cá pra, vem cá pra dançar no balcão!”
E Bico dançou no balcão
E Bico dançou no balcão
Muito emocionados, depois de assistir
Só mais uma cerveja nós fomos pedir
Lívia, era uma moça esperta e sagaz
Jamais fofocava ou falava demais
Se tivesse uma briga ou só discussão
Acalmava os ânimos com um pisão
Com seu punho podia a todos conter
Se estava cansado e queria beber
Se estava feliz com o copo na mão
Com o seu saca-rolhas batendo o balcão
Canta…
[GRELHAFLOR]
“Bico, Bico Mané!
Vem cá pra cantar a sua bela canção!”
E Bico cantava a sua canção
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
E Bico cantava a sua canção
Muito emocionados, depois de assistir
Só mais uma cerveja nós fomos pedir
[GRELHAFLOR & COMPANHIA]
Bico, Bico Mané
Vem cá pois queremos ouvi-lo tocar!
[GRUNIGRE]
E Bico então começava a tocar
E Bico então começava a tocar
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
Muito emocionados, depois de assistir
Só mais uma cerveja nós fomos pedir
[GRUNIGRE, GRELHAFLOR & COMPANHIA]
Bico, Bico Mané
Vem cá pois queremos ouvi-lo tocar!
[GRUNIGRE & GRELHAFLOR]
Ah! Ele era a alma do bar!
[COMPANHIA]
Sim, ele era
[GRUNIGRE, GRELHAFLOR & COMPANHIA]
A alma do bar!
[CORICOPÁ, falado]
E Genghis deu o aviso ao fazer o seu sinal
Entrando pela proa aquela horda infernal
Entrando pela popa, tomaram o timão
Em seus barris trancaram toda a tripulação
(Cantado)
E Grelhaflor, bem assustada, um alto grito deu
Estranho é que bem rápido ela desapareceu
[GRUNIGRE]
Talvez ela pulou no mar e não se afogou
[SIAMESES]
Mas de um círculo de lâminas Grunigre se cercou
A tropa implacável quis logo avançar
[GRUNIGRE]
Grunigre pela prancha então foi obrigado a andar
[SIAMESES]
E quem já fez bem mais de cem vítimas no mar
Pra pagar pelos seus crimes, foi forçado a se afogar!
Foi muita alegria quando a história se espalhou
O povo pelas ruas das cidades celebrou
Ratos bem assados em um grande festival
E a festa foi enorme pelo mundo oriental!
[ASPARAGÓ]
As novas montagens não são nada mal
Mas eu sei que jamais vai ter algo igual
Ao momento mágico em que eu fui clássico