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Genius Brasil

"MC Igu, ‘Aurélio³’ (Análise)"


Depois de um ano apenas de singles, o japonês preferido do trap brasileiro volta a cena com Aurélio³
Detalhe pra essa capa MUITO foda, vale apena checar essa anotação aqui

O décimo primeiro projeto solo de Igu foi lançado no dia 10 de janeiro de 2020 - após a liberação de diversas prévias nas redes sociais do artista. A produção ficou por conta do próprio artista, Celo, Nagalli e TRXNTIN, além das participações de Jé Santiago, DEREK e Dfideliz.


Desde que eu comecei a ouvir trap brasileiro eu conheço o Igu. Acompanho o trabalho desse cara desde Doko, e meu Deus, como é um cara com potencial. Mesmo todos os álbuns caindo no mesmo erro de serem SUPER repetitivos e funcionarem como singles melhores do que como discos (Spoiler: esse também), eu sempre ignorei e colocava o cara no repeat, vide meu Spotify Wrapped:

No segundo semestre de 2019 já tinha caído a ficha e eu não aguentava mais ouvir os singles genéricos e álbuns repetitivos do cara, tava sedento por coisa nova. Fui procurar alguma coisa e descobri que ia lançar uma continuação de Aurélio 2, você não tem noção do hype que eu fiquei só de ler isso.

Fastforward pro dia 10 de janeiro, cliquei pra ouvir o disco, e tive a mesma reação que todos os outros: As primeiras faixas eu curti, depois o disco cai, volta, cai e fica morto no chão. Se eu fosse resumir esse álbum em uma frase seria: Mais do mesmo.

O coletivo do rapper inteiro está ladeira a baixo desde a polêmica envolvendo o ex-integrante Klyn, com singles medíocres que não passam do básico, e eu inocentemente acreditei que o projeto de Igu fugiria disso - bati de cara no muro.

Pra mim chega a ser difícil ouvir o album outras vezes sem pular uma ou outra faixa, todas as letras são basicamente o esteriótipo de trapstar:

Mano, eu não vô fala mai' nada (Ye, yeah)
Tô com dinheiro na mala (Yeah, yeah)
Na minha bag eu porto bala (Yeah, yeah)
Ninguém ouve o que 'cê fala (Yeah, yeah)
Você é fraco, mano, para (Wow)

Bombay, faixa 2

Lean no meu sangue causa hematoma (Ay!)
Fui com a minha bih', ela me mamou (Wet?)
Droga na bag, mano, tô Pablo (Ah!)
Pego esse cash pra mim e mamão (Mamão)

Hematoma, faixa 9

Dólar na minha bolsa tô gastando em Alabama (—bama)
Fé no meu trap, mano, tipo Kamisama (—sama)
Essa mina bad b*tch parece a Rihanna (b*tch)
Vinte mil na bolsa, parece que é da Gabbana (Ayy)

Dolce & Gabbana, faixa 16

Dá pra ver um padrão nas letras né? O disco não tem progressão nenhuma, parece que o artista juntou vários leftovers e fez 17 "faixas" em cima. Confesso que algumas linhas me fizeram dar risada:

Ela pega minha piroca e taca caramelo

Landal, faixa 8 (Curiosamente é uma das minhas faixas preferidas do disco)

PORÉM, tudo nesse mundo tem um lado bom - e nesse disco a produção é lindíssima de bem feita, a mixagem e o autotune na voz do Igu ficaram MUITO bons, além dos beats magníficos, que por mais que um pouco previsíveis/comuns, fazem o papel de bangers de forma magistral.

O flow do Igu também é algo a se destacar, mesmo que seja repetido algumas vezes, quando encaixado nesses beats citados previamente, MEU DEUS, fica ótimo, mas o que adianta ter um flow bom, beat bom, mas com as letras cringe que tá tendo... Não vai dar não, é tipo ter só três partes do Exodia - no fim não serve de muito.

Se alguém me perguntasse se eu recomendaria ou não esse projeto, a resposta definitivamente seria não, a quantidade de tracks que são totalmente dispensáveis é grande, ouvir por isso é como ouvir umas 13 faixas iguais com uns 4 destaques, pra mim é tortura. Se você gosta do artista e engole qualquer coisa que ele lançar, o disco tá aí pra você.

Faixas que eu mais gostei: Landal, Hematoma, Hummer, Dolce & Gabbana e Assalto.

Faixas que eu menos gostei: CA$HALTO, Drip e Pelada.



Delivery: 0,5
Produção: 2,0
Originalidade: 1,5
Técnica: 0,5


Nota Final: 4,5/10

Como essa é minha primeira análise aqui na Genius, acho que ia ser justo eu explicar como avalio cada critério:

Delivery: Direto do inglês, delivery é como o artista entrega o trabalho - se possui um conceito difícil de entender porém que recompensa o ouvinte com aquela sensação de mind blowing quando entende tudo, um álbum fácil de entender que você ouve, se diverte e fim, ambos sobem a nota do trampo. Também pode não ser nenhum dos dois - você ouve, entende tudo que o artista fala e continua achando simples e vazio demais, ou é difícil de entender porém no fim não quer dizer nada, isso só faz abaixar a nota.

Produção: Acho que só a palavra explica, mas: é como os beats são, se a voz está bem mixada, é simples e direto.

Originalidade: Se o artista me trouxe algo de novo em relação ao seu trabalho anterior, à mim ou até mesmo à cena.

Técnica: Isso inclui a lírica, as letras, métrica, qualidade das rimas etc.

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