Luiz Lins
Young Baby Fly
Letra de "Young Baby Fly" com Diomedes Chinaski, Luiz Lins, Matheus MT & Mazili[Verso 1: Matheus MT]
Ouh, sonhos são carmas, rimas são almas na batida
Sinais são dardos, filho b*st*rdo, rebeldia
Rompendo as grades, rompendo laços, nem sabia
Que tudo que eu destruía ia me faltar um dia
Comprei verdades, só cuspi mentiras
Mas a vida me bateu forte, diferenças são ímãs
Disposto a dividir um prato, eu tenho duas irmãs
Meu sobrinho é como um filho, orgulho pra minha mãe
Filho de nordestino, meu pai saiu novo de lá
Pra quem já pa**ava fome, tem quem podia faltar
Sem rumo, ao norte, dormiu em lona de feira
Pros filhos não ter sufoco
Ao olhar na geladeira, frio igual geleira
Te decepcionei por coisas banais
Já te preocupei demais, e até hoje preocupo
Minha mãe acha que eu deva me preocupar mais com o futuro
Mas o que eu mais me preocupo é poder te dar o mundo, eu juro

[Verso 2: Diomedes Chinaski]
Deus sabe como matei vários dragões
Vaguei triste, solitário, pelos salões
Desperdiçava os horários em frustrações
A loucura sempre teve suas razões
Eles querem eu na cadeia, tipo Rafa Braga
Não numa BMW, ocupando a vaga do estacionamento
Esse é meu momento
Ei, a vida é grandiosa, é só um treinamento
Fique atento, de rolé pelo RJ
Sem deixar furos, Chave Mestra abrindo portas
Sou como cocaína, confuso e ansioso
Mas sou puro pra caralho, jovem negro luminoso
Falta de oportunidade torna um jovem perigoso
Essas autoridades fazem um jovem criminoso
E quando tu mostra luz, há um jovem rancoroso
Tu faz do impossível um milagre grandioso
[Refrão: Luiz Lins & Diomedes Chinaski]
Quando tudo parecer que não faz sentido algum seguir (seguir)
É quando se exige uma decisão
Quando tudo parecer que a gente acabou de cair
É quando é necessário desgrudar do chão
E voar, e voar por aí (e voar)

[Verso 3: Luiz Lins]
Ratos na alvenaria
Velas, ave marias
Retratos de família e móveis de marcenaria
Tudo que nós sofremos, demos, vemos, a cena ria
Hoje dizem meu nome, antes diziam "quem diria"
Eu cheguei longe pra quem não sabia onde ia
Eu fiquei monge quando a guerra era meu dia-a-dia
Às vezes precisei da morte pra entender a vida
E do azar pra aprender a não contar com a sorte
Foda-se os problemas, nego, eles precisam de mim
Lean no meu copo enquanto minha mãe ora por mim
Meus compa**as por mim, irmão que acredita em mim
Mulher tem amor por mim, ela é o melhor de mim
Não vê por minhas virtudes se o dinheiro virar vício
Eu acho que tô voando ao me jogar de um precipício
Eu quero mais do que eu preciso
Ainda vão ouvir falar disso
É um feat numa mixtape, fudeu se eu gravar um disco
[Ponte - Áudio]
Você é louco, pivete?
Você ouviu o peso dessas tracks que você me enviou, véi?
Meu irmão, você é louco, pivete?
(Você é louco, pivete?)

[Refrão: Luiz Lins & Diomedes Chinaski]
Quando tudo parecer que não faz sentido algum seguir (seguir)
É quando se exige uma decisão
Quando tudo parecer que a gente acabou de cair
É quando é necessário desgrudar do chão
E voar, e voar por aí (e voar)